02 novembro 2012

O que eu achei de: Como Me Tornei Estúpido - Martin Page


 A ignorância é um dom para Antoine, personagem principal da sátira de Martin Page, "Como Me Tornei Estúpido". Caso extremo e bem-humorado de rebeldia contra uma sociedade que exige a estupidez como passaporte e oferece a massificação como recompensa, o livro do jovem autor francês chega às livrarias dia 14 de março e antecipa os lançamentos da editora Rocco para a XII Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro. Martin Page é um dos autores com participação confirmada para o evento, que este ano homenageia a França. O lançamento faz parte do Safra XXI, selo lançado em 2004 pela editora Rocco com edição gráfica diferenciada e proposta ousada de lançar autores jovens e talentosos.Decidido a parar de sofrer por causa de uma consciência que o impede de aceitar as injustiças do mundo, Antoine tenta sem sucesso virar alcoólatra, suicidar-se e até fazer uma cirurgia para retirar uma parte do cérebro. As tentativas frustradas do jovem protagonista são descritas com fina ironia e imagens nonsenses que beiram o surrealismo. Mas a redenção de Antoine vem com o emprego numa corretora de ações de um ex-colega de escola, que junto com o Felizac, antidepressivo receitado pelo seu médico boa-praça, são o antídoto perfeito contra a inteligência e a consciência crítica do rapaz. 



Editora: Rocco
ISBN: 8532518370
Ano: 2005
Páginas: 158
Classificação: 5/5
Onde comprar: Compare


   Ate ler a resenha da Aline do Escrevendo Loucamente, eu não conhecia Martim Page e hoje me pergunto: "Como eu não conhecia esse autor antes!?!?". Junto com a resenha teve uma promoção e por sorte ganhei o livro, e foi o melhor livro que ganhei em promoções! 
    O livro tem um teor de inteligência magnifico, concordo com 95% do que o autor trabalha no livro, frases que soam perfeitas para o mundo atual. Mas um detalhe: a fotinha do autor no final do livro ele está com cara de doidinho, mas um ótimo escritor!!
    Como me tornei um estúpido trata sobre um rapaz, que apesar de ser inteligente e de boa formação, quer se tornar estupido como parte da sociedade. No inicio do livro você para e pensa: " Jesus amado, por quer você quer isso?", mas no decorrer do livro entende qual a ideia do nosso querido Antoine. Gente, é simplesmente perfeito! Agora quero ler os outros livros do Martim Page, e a culpada disso tudo é a Aline do Escrevendo.
    O nosso protagonista, Antoine, é no estilo The Big Bang Theory (assim que o imaginei). Aquele cara nerd que idolatra as pessoas ignorantes, acha o máximo a ignorância humana e tenta ser como elas. Mas o trajeto ate ele conseguir se tornar um ignorante estúpido nos faz pensar sobre o assunto. E não é que acabei vendo realmente certas coisas que acontecem no cotidiano e são coisas estúpidas =/ .
     É até complicado falar de um livro que adorei sem soltar spoillers. Mas, separei alguns trechinhos para vocês se deliciarem com a escrita do Martim Page e quem sabe ler essa belezura de livro.

" A inteligência torna a pessoa infeliz, solitária, pobre, enquanto o disfarce de inteligente oferece a imortalidade efêmera do jornal e a admiração dos que acreditam no que leem". Pág. 7

"A verdade sai da boca das crianças. Na escola primária, ser inteligente resultava num insulto infame; quando crescemos, ser um intelectual passa a ser quase uma qualidade. Mas isso é uma mentira: a inteligência é uma tara. Assim como os vivos sabem que vão morrer, e como os mortos não sabem nada, penso que ser inteligente é pior que ser asno, porque o asno não se dá conta disso, ao passo que qualquer inteligente, ainda que humilde e modesto, o sabe forçosamente. ". Pág. 56

"Em busca de uma classificação da humanidade, Antoine estabelecera uma tabela universal que determinava o grau de riqueza a partir do padrão meias. Primeira categoria, os mais pobres, os que não têm meias; segunda categoria, os medianamente pobres, os que têm furos nas suas meias; terceira categoria, os mais ricos, os que têm meias sem furos [...]". Pág. 82


E agora? Animam na leitura?


Bjoo e até a próxima!

    

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